quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

25dez10 Logradouros Públicos e acessibilidade

Aaaahhh....a Bertioga que temos...
Uma região linda vista de longe, lá bem do alto. Tão linda quanto aparece nos prospectos comerciais de sua venda, tão linda nas paredes da prefeitura e da câmara estampada como cartão postal

Mas..mas quando se é como eu, uma partícula circulando por sua pele, nota-se enfermidades, causa com certeza da sua má alimentação, algumas recuperáveis com um simples tratamento outras, relegadas ao tempo, exigem mais atenção, ainda há aquelas outras do tipo cosmético concentrado que vedam a sua porosidade úmida, muito úmida por natureza. Quando eu era estudante, lí a Carta de Atenas, já naquela época se previa o entender e respeitar o habitat para construir de uma forma harmônica com o meio. Atualmente após os crescimento ou desenvolvimento das cidades, fruto da decisão político-administrativa, é urgente incluir no repertório as origens dos infindáveis problemas sociais.


Não fui generosa, preciso falar do lado saudável
Bertioga tem uma ampla superfície protegida por lei bem antes de nascer, é o Parque da Serra do Mar e áreas protegidas pelo CONDEPHAAT. lá existem locais maravilhosos, ainda distante dos olhos mercantilistas, tem cachoeiras, nascentes de águas límpidas para matar a sede do pessoal, áreas geológicas que despertam a atenção a nível mundial, habitat de animais vários em extinção e uma flora fenomenal.

Nascente Rio Guaxanduva - Bertioga

Mas voltemos à parte da pele onde nos concentramos e alteramos direta e diariamente a complexa equação do equilíbrio da natureza, a planície, um topografia boa para construir não fossem outras condições geomorfológicas. Abaixo uma imagem de satélite que mostra o município, já meio antiga , mas pouco ou nada muda até os dias de hoje.
São milhares de fios d´água que descem do Costão da Serra do Mar para se juntar na planície formando caudalosos rios, aqui dá para ver o Rio Itapanhaú, o Rio Itaguaré e o Rio Guaratuba. A parte negra na frente é o Oceano Atlântico, uma gigantesca massa de água. Do oceano para o pé da serra, disse um topógrafo que gira em torno de 5metros de desnível, ele disse que é um desnível bem suave nem dá para perceber a olho nú é o mesmo que plano. No litoral os rios não se comportam como os do planalto, eles mudam o sentido da correnteza conforme a maré, ora os rios estão desaguando no mar, ora o mar está desaguando nos rios e naturalmente ambos infiltrando-se no solo ao seu redor. A estreita faixa ocupada pelo homem, entre o oceano e a Rodovia Rio-Santos, disse o mesmo técnico que gira em torno de 2,5 a 3km e do outro lado da rodovia é rica em mangue, o berçário da vida...

Visto a vista geral, fica fácil entender a razão da umidade intensa e constante do solo, os técnicos dizem que o lençol freático (veios d´água sob o solo) é de superfície e ao cavocar menos de meio metro já se nota a presença da água. Ah! e em Bertioga chove muito, mas muito mesmo. Agora dá para entender aquelas mangueiras  nas obras por aí, sugando a água drenada e cuspindo-a direto na rua. Deve ser um custo danado vencer toda essa água que logo após espraiada na rua é absorvida para ser novamente sugada. É isso senhores técnicos?


Que responsabilidade da administração pública, que responsabilidade aos jovens técnicos da associação de engenheiros e arquitetos. marcam  a História de Bertioga com seus nomes, suas decisões nortearão o futuro de toda uma cidade e a qualidade de vida dos seus moradores. Então frente as suas pesadas responsabilidades com a devida permissão quero colaborar, trazendo os reflexos e pensamento desta partícula que circula pelas ruas  registrando o resultado das decisões passadas ora transformadas em lei. Sendo a cidade um aglomerado plural, não há e nem sei como expandir o tema a tal ponto, mas trago para a discussão sob o olhar do pedestre na cidade: Acessibilidade. Tema importante e já subsidiado com norma técnica em 2004  - ABNT 9050.

Em pauta: Acessibilidade em Bertioga2010
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Passeio no Parque

Ontem fui passear no Parque Tupiniquim uma praça presa que até hoje não sei o crime que ela cometeu, em toda a sua volta tem grades com espetos bem pontudos, verdadeiras armas. Lembro da época que a estavam aprisionando, o pessoal não tinha equipamento de segurança, que perigo.

Quando ela era livre gostava de passear por lá, sempre tranqüila abençoada pela sombra de árvores frondosas, lá dá para ver o guapuruvú, uma espécie nativa em extinção. Tem alguns banquinhos para descansar e apreciar a natureza de há há 500 anos.

A praça abraça o Forte São João, o primeiro Forte construído no Brasil, foi construído para segurança dos que aqui invadiram se protegerem dos que aqui moravam.

O Parque de nome Tupiniquim tem uma estátua em homenagem a Tupinambá, para estar lá naquele lugar derrubou o obelisco em homenagem á Esquadra de Estácio de Sá que partiu desse lugar para criar o Rio de Janeiro vai entender... lá dentro do Forte uma decoração que soma com a história do lado de fora. Lá dentro tem índios devorando portugueses, só podem ser os Tupinambás, mas que acho medonho igual, alguem está mexendo na História?... fico aqui tamborilando os dedos e a pensar, qual o significado disso? O Forte era de domínio dos portugueses, inimigos de Tupinambás e os índios estão devorando carne portuguesa todo dia o dia todo. no mínimo é bizarro né?

Mas enfim, como dizia, fui passear no Parque Tupiniquim e quando estava chegando ouví um coral de vozes humanas. Pensei, ah!!! é lá na praça, acelerei os passos e pude confirmar. Sim! Lá estava a enorme tenda plática de shows instalada tapando completamente a visão do Forte, as cadeiras também de plástico ao ar livre estavam quase todas ocupadas. O coral cantava e animava o pessoal que acompanhava com palmas ao ritmo da melodia espantando problemas e alegrando corações.

Já estava anoitecendo quando preparava a minha retirada, momento em que dei com a vista sobre uma tenda sem o seu telhado de sapé. Chamou a atenção, expremí os olhos (melhora o foco visual, vista cansada de velhinha exige esforços) e ví que os pilares de troncos tratados estavam escurecidos e atrás dessa tenda uma outra com o madeiramento destelhado enegrecidos. Houve um incêndio!!!

Fiquei olhando enquanto o pensamento corria solto, como aconteceu isso?? Até que a curiosidade me empurrou até a uma pessoa e perguntei: Como aconteceu o incêndio? Ela respondeu "Isso aconteceu na oficina de bambú, foi no momento de tornear o tubo de pvc, usaram maçarico e uma fagulha de fogo atingiu a palha causando aquele estrago. Puxa vida, que perigo o pessoal passou.

Nada ví pelos jornais locais sobre o acidente, alguem viu?. Engraçado como o pensamento flui solto, lembrei de outros eventos da prefeitura, nas audiências públicas por exemplo, lá no fundão, ora chamada de Grande Auditório, ora informalmente de Galpão, em especial a audiência pública da Unidade de Conservação, calculo por volta de 500 pessoas ou até mais, sem espaço para circular, não pude ver sinal de cuidado para situação de emergência e infelizmente comparei com um outro evento em Santos, lá haviam sinalizações para saída de emergência, uma mesa cheia de medicamentos de primeiros socorros com uma pessoa e do lado de fora uma ambulância.
Sorte que o incêndio foi em local aberto e pena a praça agora presa que dificulta a fuga e favorece aos acidentes.