quinta-feira, 23 de junho de 2011

21jun11 - Dia Mundial do Skate

O Dia Mundial do Skate não passou despercebido em Bertioga, a galera das rodinhas com pura força de vontade. Entre veículos pesados com algumas brechas nas calçadas lá foram eles livres e felizes.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

20jun2011 manifesto pacífico nas ruas de Bertioga - tem PETIÇÃO

Quem não pode participar, tem Petição para assinar :o)
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N11571

Que beleza, ver esses companheiros da minha geração, alegres e descontraídos pelas ruas de Bertioga. Somaram com milhares de jovens pelo Brasil afora, pela preservação do meio ambiente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

19jun2011 - Contra o corte de mais árvores pelo projeto da nova orla

Eu vou e você?
Sou contra as alterações no Código Florestal, contra a estatização e municipalização de licenciamentos para desmate. O município é frágil e sofre enormes pressões de grupos econômicos. Nananinanão, sou contra.

Domingo - 19 de junho de 2011
Manifesto em Bertioga contra o corte de mais árvores para acomodar o projeto da nova orla

DOMINGO, 19/06, a partir das 10h, concentração próximo à balsa e caminhada até as árvores condenadas.

Jovens, crianças, adultos, idosos, cidadãos de Bertioga, amantes da natureza e todos que forem contrários à derrubada têm a oportunidade de manifestar sua opínião, livre, pacífica e abertamente.

Participe deste ato de amor à natureza!

Abraço dos cidadãos às árvores condenadas e ato de protesto pacífico contra a derrubada...

Lembramos que na semana do meio ambiente, 30 árvores já foram ao chão sem consulta à população.

Vamos evitar a derrubada e solicitar a incorporação das árvores ao projeto da nova orla, atendendo ao anseio de moradores de Bertioga.

DIVULGUE!  APOIE!  COMPAREÇA!

domingo, 12 de junho de 2011

11jun2011 Chácaras Vista Linda

Água água água, por onde se passa em Bertioga, se vê água, água e mais água. Pudera estamos em plena área de restinga, bem pertinho do mar nos dois sentidos, 3 metros acima do nivel da maré baixa. Água é vital para vivermos, mas suja é contaminada é mortal.
Muitos bairros passarm por situação semelhante ao da Chácaras Vista Linda, um morador local faz depoimento da difícil comunicação com a prefeitura sem perder as esperanças de ainda receber um serviço adequado.

terça-feira, 19 de abril de 2011

19abr11 - Registros praia Itaguaré

Ontem dei uma passada no Portal da prefeitura, lá tem um banner que fica mudando imagens de Bertioga de tempo em tempo. Num determinado tempo ví a praia de Itaguaré.
Aí no cantão, por onde o pessoal acessa a praia, aliás passa por um riozinho, mostra um segundo riozinho indo em sua direção.

Não sei de quando é essa foto, mas lembrei do mapa do IGC que utilizaram de base para o mapa das zonas de Bertioga. O segundo riozinho está anotado no mapa abaixo em um rosa mais escuro e surge um terceiro que está indo rumo ao segundo. Essa informção consta no mapa do IGC de 1987.
Quando estive lá, não percebí a existência do 2º e 3º riozinhos, alguem pode me orientar?


domingo, 17 de abril de 2011

16abr11 - Bicho Preguiça na Praia Itaguaré

E Romeu que curte a vida em Itaguaré encontra um bichinho preguiça perdido na praia, a praia que foi palco de disputa na discussão da implantação da Unidade de Conservação, com o decreto estadual finda a discussão. Finda? difícil, difícil acreditar que palavras colocadas em forma de lei sobreponha à índole humana, o que voces acham?

Diz Romeu que a falta de manutenção é anterior a criação do Parque e diz a lei mãe, que Poder Executivo executa o que está na lei e ainda assegurado com o Poder Legislativo para fiscalizar o Executivo e ainda o Poder Judiciário para fiscalizar os 2 anteriores. Bem, assim está na lei.

segue imagem da entrevista de Romeu JCN1122, pag 6 (esquerda inferior da página)- para ampliar clique sobre a imagem

vídeo do Romeu, lá embaixo, oops, melhor, vídeo do bichinho preguiça na balança.


Pois é, a ainda para reforçar, Paulo Velzi, o terno representante do setor imobilários em vários conselhos e ex-secretario do meio ambiente de Bertioga é contra e adverte o secretário e conselheiros do meio ambiente de Bertioga a não fiscalizar a praia Itaguaré, sem citar leis ou qualquer documento, afirma o risco de improbidade administrativa.
Mas antes mesmo de tentar entender o sério aviso, eis que vejo uma placa fincanda na Enseada, um igual no Itaguaré, veja no vídeo abaixo. Então como fica? A prefeitura cumpre ou não cumpre o seu papel fiscalizador?

terça-feira, 29 de março de 2011

29mar11 - Saneamento Básico - Ação Civil e despacho do MP

Olhem só o que encontrei, é do ano passado.

Autos 107/2010, da Segunda Vara de Bertioga.
Despacho Proferido
Vistos. 1) Trata-se de pedido de urgência formulado em sede de AÇÃO CIVIL PÚBLICA ajuizada por associação civil contra a COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO – SABESP e o MUNICÍPIO DE BERTIOGA objetivando que a SABESP: i) forneça água nos moldes determinados na Portaria nº 518, de 15 de março de 2004, do Ministério da Saúde, sob pena de multa diária no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e crime de desobediência; ii) passe a fornecer água potável aos munícipes, sem a presença de termotolerantes e com a presença de coliformes fecais dentro dos limites permitidos pelas normas de regência, com apresentação de laudos quinzenais de todos os pontos do município; iii) apresente laudos diários de medição da qualidade da água, determinando-se sua publicação nos principais veículos de comunicação da cidade; iv) promova campanhas publicitárias para esclarecimento e prevenção de doenças, sempre que constatar, durante as medições, a presença de substâncias nocivas à saúde humana, fora dos limites permitidos pela Portaria antes mencionada, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 100.000,00; v) distribua 5.000 (cinco mil) filtros de barro com vela cerâmica para os munícipes; e que o MUNICÍPIO: i) contrate imediatamente laboratório para auditoria da qualidade da água fornecida aos munícipes, com coleta de amostras em todos os bairros da cidade, divulgando-se os resultados via Internet no Portal do Município, por intermédio de seu Diário Oficial e pelos veículos de comunicação locais. Ao final, requerer a condenação da SABESP na obrigação de manter os padrões de fornecimento de água no Município nos limites das normas de regência, bem como a manter campanhas publicitárias sempre que os limites da Portaria n.º 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde forem desrespeitados; a devolver os valores pagos a título de tarifa pelo fornecimento de água, em relação a todos os meses em que a mesma esteve fora dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde; a suportar todos os danos gerados por sua conduta, a serem apurados em liquidação de sentença; bem como a condenação do MUNICÍPIO em manter permanentemente auditoria sobre a qualidade da água servida; manter mecanismos para a recepção de reclamações dos munícipes sobre a qualidade da água; publicar mensalmente os resultados das análises, bem como as reclamações no Diário Oficial local, além de colocá-las no sítio próprio do Município na Internet. Requereu, ainda: a) seja oficiado à Secretaria de Saúde local, a fim de que informe o número de atendimentos relativos às doenças ou sintomas de doenças causadas por contaminação de água no período de janeiro de 2005 ate a presente data; b) seja juntada aos autos planilha de valores arrecadados pela SABESP a título de cobrança de tarifa de água do período mencionado; e c) seja exibido os relatórios das análises químicas e microbiológicas da água realizados pela companhia no mesmo período. Alega, em apertada síntese que a SABESP tem distribuído água imprópria para o consumo em Bertioga, sem que haja atuação da Prefeitura Municipal para correção e adequação da qualidade do serviço público transferido à primeira por meio de concessão. O Ministério Público manifestou-se nos autos opinando pelo deferimento parcial da medida liminar, para que a SABESP corrija seus procedimentos, em 30 (trinta) dias, para o cumprimento da Portaria nº 518/2004, do Ministério da Saúde. Requereu ainda a expedição de ofício à CETESB e ao Instituto Adolfo Lutz para que, em 30 (trinta) dias recolham novas amostras de água no Município e remetam as análises ao Juízo, informando se as novas amostras cumprem as exigências do ato normativo mencionado. Pugnou pelo indeferimento dos demais pedidos de urgênccia (fls. 432/435). Passo a decidir os pedidos de urgência, que deve ser deferido parcialmente. O artigo 273 do Código de Processo Civil, nos incisos I e II, consagra duas espécies de tutela antecipatória: (i) a de urgência, que exige o requisito do fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação; e (ii) a de proteção ao autor que muito provavelmente tem razão e por isso não deve sofrer as conseqüências da demora do processo, decorrente de “abuso do direito de defesa” ou de “manifesto propósito protelatório do réu”, sem necessidade do requisito do periculum in mora. Para ambas as hipóteses, porém, exige o legislador o juízo de verossimilhança fundado em prova inequívoca. Embora possa ser acoimada de imprópria, a expressão prova inequívoca foi a que a Comissão entendeu mais apropriada em substituição à expressão mais restritiva que constava da proposta originária, que aludia à prova documental e, com certeza, não corresponde ao fumus boni juris. Este apresenta dubiedade, enquanto que a prova inequívoca vai além, deve convencer bastante, a ponto de fornecer ao Juízo uma “quase certeza” da veracidade dos fatos alegados. A autora, no caso, pleiteia a tutela antecipada com fundamento no inciso I do artigo 273, ou seja, o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. O receio aludido na lei traduz a apreensão de um dano ainda não ocorrido, mas prestes a ocorrer, pelo que deve, para ser fundado, vir acompanhado de circunstâncias fáticas objetivas, a demonstrar que a falta de tutela dará ensejo à ocorrência do dano no caso em concreto, ou mesmo o seu agravamento, e que este será irreparável ou pelo menos de difícil reparação. No caso concreto, o risco de dano irreparável, prima facie, resulta evidente, na medida do risco à saúde pública com a oferta irregular de água potável, com as conseqüências daí advindas e amplamente divulgadas pela literatura médica e especializada (fato notório – art. 334, inc. I, CPC). As provas amealhadas aos autos, nesta análise perfunctória, de produção do conceituado Instituto Adolfo Lutz, indicam que a água servida aos consumidores do Município de Bertioga não se enquadram à Portaria do Ministério da Saúde (e.g. fls. 208; 217; 224; 225; 226; 228; 229; 240; 246; 253; 255; 258; 260; 263; 272; 277; 297; 298; 308; 309; 327; 332; 334; 335; 339; 340; etc.). A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo produziu resolução no sentido de adicionar flúor à água, com o fim de prevenir doenças bucais, como a cárie, por exemplo e o fez por intermédio da Resolução nº 255, de 15 de agosto de 1995. As provas carreadas aos autos indicam igualmente o descumprimento da referida resolução, quanto à água fornecida aos munícipes (v.g. 150; 151; 183; 193; 200; 201; 203; 250; 251; 243; 279; 287; 289; 290; 295; 296; 303; 306; 307; 310; 313; 318; 324; 328; e 333; etc.). O fumus boni iuris decorre do texto da Portaria nº 518, de 25 de março de 2004 do Ministério da Saúde: “Art. 1º Aprovar a Norma de Qualidade da Água para Consumo Humano, na forma do Anexo desta Portaria, de uso obrigatório em todo território nacional. Art. 2º Fica estabelecido o prazo máximo de 12 meses, contados a partir da publicação desta Portaria, para que as instituições ou órgãos aos quais esta Norma se aplica, promovam as adequações necessárias a seu cumprimento, no que se refere ao tratamento por filtração de água para consumo humano suprida por manancial superficial e distribuída por meio de canalização e da obrigação do monitoramento de cianobactérias e cianotoxinas.” [g.n.] E da Resolução nº 255, de 15 de agosto de 1995, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (que “define teores de concentração do íon fluoreto nas águas para consumo humano, fornecidas por sistemas públicos de abastecimento”): “Artigo 1.°- Fica estabelecido que o teor de concentração ideal de íon fluoreto na água destinada ao consumo humano é de 0,7 mg/L no Estado de São Paulo. Parágrafo único - Serão considerados dentro do Padrão de Potabilidade, as águas que apresentarem a concentração de íon fluoreto dentro da faixa de 0,6 a 8,0 mg/L. Artigo 2.°- As águas destinadas ao consumo humano que apresentarem teores de íon fluoreto inferiores a 0,6 mg/L e superiores a 1,0 mg/L serão consideradas fora do Padrão de Potabilidade. Parágrafo único- As águas destinadas ao consumo humano que apresentarem teores de íon fluoreto na faixa de 0,8 mg/L a 1,0 mg/L somente serão consideradas dentro do Padrão de Potabilidade, desde que o Serviço de Abastecimento Público de Água comprove que a média das temperaturas máximas diárias do ar do município por ele abastecido, observadas durante um período mínimo de 1 ano, encontra-se abaixo de 14,7ºC (graus Celsius).” Não há razão, nesta fase inicial, para questionar a confiabilidade dos laudos produzidos pelo Instituto Adolfo Lutz. Ademais, oportunamente o processo ingressará na fase instrutória, quando então, sob o crivo do contraditório e ampla defesa, serão produzidas as provas necessárias ao deslinde adequado do caso. Sob outro aspecto, conquanto legitimada à propositura de Ação Civil Pública, as associações civis não possuem prerrogativas que as permitam investigar como maior amplitude os fatos e atos lesivos aos direitos difusos em sentido amplo, embora tenha, neste particular, direito de certidão ampliado (art. 8º, Lei nº 7.347/85). Diante do exposto, DEFIRO PARCIALMENTE A TUTELA ANTECIPADA para determinar à SABESP: i) que adeque, no prazo de 30 (trinta) dias, o fornecimento de água potável aos parâmetros da Portaria nº 518, de 25 de março de 2004 do Ministério da Saúde e da Resolução nº 255, de 15 de agosto de 1995, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, sob pena de multa diária de 10.000,00 (dez mil reais), limitada a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais); e ii) que se oficie a CETESB e o Instituto Adolfo Lutz para que coletem amostras das águas servidas no Município de Bertioga após o trigésimo dia contado da juntada do mandado de citação e intimação da ré – a ser consignado nos ofícios – e remetam as análises das mesmas ao Juízo, informando expressamente se referidas amostras cumprem os termos dos atos normativos indicados acima. 2) Deverá a SABESP apresentar em Juízo, com sua resposta, relatório das análises de qualidade da água do Município realizadas nos últimos 5 (cinco) anos, isto é, a partir de janeiro de 2005. 3) Deverá o MUNICÍPIO DE BERTIOGA juntar aos autos, com sua resposta, os relatórios de fiscalização dos serviços prestados pela SABESP, bem como o contrato que governa a concessão do serviço público à companhia de saneamento do Estado de São Paulo. 4) A determinação para juntada da planilha de valores arrecadas pela SABESP será analisada oportunamente, na medida em que não interessa à fase de conhecimento, senão à de liquidação. 5) A obrigação de veicular campanha publicitária será analisada oportunamente, caso a caso, tendo em vista o maior ou menor grau de nocividade da água servida, após a produção probatória, na medida de sua irreversibilidade (art. 273, §2º, CPC) 6) O requerimento de ofício à Secretaria Municipal de Saúde será analisado oportunamente, na medida em que é irrelevante para a fase de conhecimento precisar-se quantos atendimentos ocorreram por conta da água fornecida ao povo local, bastando que se estabeleça o nexo causal entre o fato e a conseqüência, sobretudo porque o direito individual homogêneo de cada interessado deverá ser objeto de liquidação própria. 7) Publique-se edital no órgão oficial (DJE), com o fim de possibilitar aos interessados a intervenção no processo como litisconsortes, nos termos do artigo 94, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor) e artigo 5º, §2º, da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. 8) Ciência ao Ministério Público (art. 5º, §1º, Lei nº 7.347/85). 9) Citem-se a(o)(s) ré(u)(s) para responderem a presente ação, no prazo e com as advertências legais, observando-se tratarem-se de Pessoas Jurídicas de Direito Público Interno, uma com sede na Capital do Estado de São Paulo. Expeça-se o necessário e intimem-se. Bertioga, 10 de março de 2010. Christopher Alexander Roisin Juiz de Direito

segunda-feira, 28 de março de 2011

27mar11 Plano Diretor Bertioga - A galinha dos ovos de ouro

A cada proferimento do prefeito , fico preocupada
Um dia ele vem e fala que Bertioga é a nossa galinha dos ovos de ouro.
Aí penso: Quem é faz parte do grupo NOSSA?

Noutro dia diz que não se faz omelete sem quebrar os ovos.
Aí penso: Quem saboreia o omelete?

E como a gente só pode ouvir, sobra continuar a pensar: Para quem fica a sujeira depois de fazer o omelete? E sujeira depois de comerem o omelete?

Lembrei da, ainda, água pura que vem da Serra do Mar, água cristalina e potável e como ela é planejada e executada para chegar até as torneiras daqui. Como pode um líquido tão puro, provocar diarréia, vômitos e praias impróprias para banho?

Um breve percurso da água em Bertioga


Nenhum ser especialista do ramo, em seu estao de normalidade, projeta locais para agrupamento de pessoas sem a devida instalação de sanitários e água. Mas em cidades acontece essa insanidade e Bertioga não foge á regra. O governo sempre promete gerar emprego de renda por isso "tem de crescer!!!" . Então defendem e facilitam obras, inventam numerozinhos mágicos (coeficiente de aproveitamento) no Plano Diretor agora querem aumentar de 6andares para 30.
Bertioga, além da maioria das casas, tem até prédios com fossão coletivo, prova inconteste da falta de fôlego financeiro para estruturar a cidade para mais habitantes e parece que nem tempo para dedicar atenção a tanto esgoto e lixo. Ia me esquecendo a demanda das promessas de "emprego" ? Falta moradia, transporte, saúde, escolas, lazer e até trabalho neste meio ambiente deteriorando, estarão matando a galinha? . Tudo efeito produzido pelo omelete saboreado por alguns poucos.

Plano Diretor Participativo tem de ter: transparência e cartas na mesa:
Deve ser coisa da idade, a gente não tem muita trava na lingua pra enrolar e enfeitar a fala. O jogo Plano Diretor é esse, o governo sabe quem vai defender e você?

sexta-feira, 18 de março de 2011

17mar11 - Transporte Coletivo

Mobilidade e Acessibilidade são palavras bonitas que cativam os ouvidos, elas contemplam o ir e vir para todos, vira e mexe encontro em propostas, em leis e nos proferimentos nas casas parlamentares. Assegurar o direito de ir e vir à todos, mas quanta dificuldade para garantir esse direito.
Um dia me perguntei, nossa que raro são os pontos de ônibus e quanto mais se distancia do que é chamado de Vila ou até mesmo de Bertioga (o antigo vilarejo perto do canal) menos se depara com um ponto de ônibus. Ao trafegar pela longa Avenida Anchieta, impedida fisicamente de prosseguir o seu traçado ditado pelas diretrizes viárias, pelo loteamento fechado Riviera, notam-se pessoas paradas em pé ou sentadas em pedaço de pedra, toco de árvores e algo me dizia que ficam a espera de algum tipo de transporte.
Para este tópico trouxe imagens da Vila, para avaliação dos serviços prestados à comunidade:

imagem 01 - em destaque um poste, nada a ver com Ponto de ônibus
Imagem 02 - outro poste, a diferença entre o primeiro poste é que ao pintar deixaram uma faixa azul (pintura antiga), trabalho mal feito? Não, foi proposital, é sinal de que é lugar de parada de ônibus, um POSTE de õnibus e não um Ponto de ônibus, visivelmente sem proteção contra intempéries ou assentos para longas esperas. Fiquei pensando na minha idade o quanto seria desgastante esperar um ônibus nesse poste.

Imagem 03 - Deve ser muito antiga essa codificação visual, pois logo em seguida encontrei uma jovem bonita parada ao lado de um poste e não tinha pintura azul, a curiosidade aguçou. Me aproximei e perguntei se era um Poste de ônibus, ela disse sim o qual retruquei, mas não tem a faixa azul como você sabe que é um Poste de ônibus? Então ela me explica que o Poste de ônibus está um pouco mais adiante. Ah! entendi, sigo adiante a procura do Poste de ônibus e não encontrei e em seguida vejo o ônibus passar e parar no Poste branco de ônibus e descer passageiros. Realmente é difícil descobrir a codificação  para quem é de fora. Aos do local para uma cidade pequena é contornável, mas Bertioga é uma cidade turística, vem muita gente todo os fins de semana.

A mocinha aparece ao fundo no vídeo abaixo

Segue vídeo



sábado, 5 de março de 2011

25fev11 Praça Skate

Para registro do andamento da obra
Os meninos do esqueite explicaram que a mureta vai ter 70cm de altura, nota-se que a mureta tem intervalos regulares aproximados de 2 em 2 metros para os pilaretes, ainda fico pensando como vão colocar a ferragem do pilar

Olhando mais de perto, se vê ferros preparados para receberem o concreto e formar o pilar e intervalos vazios entre blocos aguardando o chumbamento dos ferros, parece que serão espetados direto no antigo piso da praça.

Aqui dá para ver os ferrinhos que serão chumbados no piso, são sempre um total de 3 amarrados e depois fechados com madeira nos lados para receberem o concreto. Vibrar concreto, será que tem essa fase na obra? hum precisaria ver a desenformada e verificar possíveis bicheiras (buracos no concreto causado pelo ar)

3mar2011 - Jardim Vista Linda, infra estrutura

Plano Diretor, na prática funciona? A lei que criou o Plano Diretor de Bertioga é de 1998, lá diz sobre fazer infra-estruturas. Com 12 anos completos , muita coisa escrita nessa lei ainda está por fazer, porquê? Quais motivos levam 5 administrações não resolverem questões básicas de saneamento para a grande maioria da população bertioguense? Voce já participou de alguma discussão para criar o Plano Diretor de Bertioga? Se não, agora vai poder e com direito assegurado por lei federal. Participe, opine, não permita que poucos decidam o futuro da cidade por voce.

local no google maps, é o segundo balãozinho da esquerda para a direita.

Visualizar Plano Diretor Bertioga na prática em um mapa maior

Veja o que pode perpetuar com a nossa ausência nas discussões do Plano Diretor

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

20fev11 Praça Skate

Em 20fev2011
A quem interesar, estão armazenados no 4shared as fotos sem redução de tamanho
baixar fotos dia 20fev11
Finalmente depois de tantas promessas, verbas chegando, verbas partindo a moçada do Skate e outros tantos usuários da Praça em local privilegiado, inicia-se a nova obra com etiqueta paulista de grife.
A praça que carece de reparaos há muito tempo, fica sobre um rio canalizado que deságua no mar, parece que o de sempre acontece por lá, a água no subsolo leva o apoio para o piso, neste caso o cimentado da praça. Segue um videozim para lembrar como ela era antes de ser demolida.



hoje, indo para o forte São João, agora de livre acesso ao público e grátis. Ponto positivo para a administração. Mas como ia dizendo, ao caminho do forte passamos pela praça demolida, não sou engenheira mas chamou a atenção. Nada de fundação, estão sendo erguidos blocos de concreto percorrendo um desenho pré-marcado no chão e uns ferros espetados direto no piso.






Em outro local, o piso de cimento está quebrado permitindo ver sua espessura e a sua base, parece pura areia de praia.

um pouco mais de perto

Tem algum engenheiro calculista para nos auxiliar? Aquele ferrinhos vão ficar fixos?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

2011 Bertioga e suas águas

Todo ano a mesma coisa, chove e alaga, contamina, dengue, diarréias. Produto da concentração de pessoas sem infra estrutura adequada. E pior, num local onde a natureza colocou enorme desafios para modelos construtivos americanizados. Agora o pessoal reclama, a prefeitura não dá conta do serviço, e olha só ouço o mesmo problema desde 2006, quando saí da poluição e do asfalto para aqui morar. Nas sessões da câmara, os vereadores com as famosas indicações de pedidos de limpeza e eta e tal, então é estranho, um evento que se repete todo ano ler nos jornais que o prefeito está esperando melhorar o tempo para fazer as devidas limpezas de emergência. Limpa, inunda, limpa, suja e assim vai. A pergunta é, quando irão de fato providenciar uma infra estrutura que suporte a demanda de longa data sufocada?

Praia Enseada Bouganville - O pequeno buraco no asfalto me chamou a atenção pelo seu formato peculiar, arredondado, como se fosse uma vista interna de um pequeno vulcão. Seu interior está vazio, a água levou o solo que dava apoio ao asfalto. Tem água correndo por debaixo do asfalto e não é só nesse ponto, já vim mais desses buraquinhos por aí.



Indaiá R. FAusto Guimarães Sampaio, tbm conhecida como rua dos macacos.
O pessoal insatisfeito com o serviço da prefeitura, tentam explicar que não adianta colocar entulho na erosão, o fator que a provoca está no terreno baldio do outro lado da rua onde jogaram entulho sobre a vala de drenagem, o que impede a passagem da água para a tubulação subterrânea, mas atentam ao detalhe que a tubulação está quebrada e que o pessoal só joga entulho para tapar.



Riviera, não tem mais praia
O vídeo é de um proprietário de imóvel em riviera
Já disseram os cientistas, o nível do mar está subindo, mas eles não ligam, continuam a construir e vender imóveis pé na areia. Agora pé na grama...


Vista Linda erosão profunda


R Brasilio Machado Neto
Turista indignada com a qualidade do serviço público prestado


R. Hugo Santos Silva
morador local reclama da falta de atendimento na prefeitura
Esquina da imobiliária do vereador Toninho Rodrigues


Av. Thomé de Souza x Manoel Gajo
vazamento águas pluvias pela tampa de inspeção


R. Oswaldo Cruz - Zona azul
Que serviço senhores, cobrar taxa de estacionamento em local alagado?


R. Oswaldo Cruz próximo à Av. Anchieta
tampos de inspeção vomitam em uníssono



Av. Anchietta x Av. Rafael Costábile
um cruzamento com semáforo de 238492384092384 tempos, toda essa atenção em prejuízo dos pedestres e atenção zero aos necessitados de atenção especial, note que a rampa se dirige para o canal.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

13jan11 - Indaiá e suas erosões

Plano Diretor e seus resultados
Hoje retornei à rua onde encontrei uma erosão no dia 10 de janeiro. Impressionante como aquela rua é sensível à chuva. Quando entrei na rua um grupo de pessoas sentadas num banquinho improvisado bem ao lado de um buracão, aquilo me chamou a atenção e fui conversar com o pessoal. Eles estavam agitados, todos queriam falar, lamentavam o estado de abandono das ruas.

veja o vídeo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

05jan11 Logradouros Públicos - Chuvas

Plano Diretor e seus resultados.
Dezembro! Estamos em temporada, chuvas de verão em área de restinga com lençol freático de superfície numa área plana com cerca de 2,20m de altura em relação ao nível médio do mar.

Mas como partícula que somos, circulando pela superfície, a vista engana, até parece uma região segura, o costão com seus 800 metros que contorna o horizonte é lindo, sua base de rocha pura provoca milhares de veios d´água seguindo para a jovem Bertioga, não sentir a massa infinita do Oceano, nem a proximmidade que a ela estamos, dá essa sensação.

A imagem abaixo mostra o Costão da Serra do Mar, Bertioa e o Oceano Atlântico, oxalá um tsunami de 3,00 metros nunca atinja Bertioga, não haverá para onde escapar. Ressacas existem e quando acontecem adentram os subsolos dos prédios construídos na orla. Não seria caso de rever os sub-solos, no Plano Diretor?. Deixa pensar: O sub-solo uma caixa de concreto enterrada que impede o fluxo natural do lençol freático está a pelo menos a 1,5m do nível da calçada. Então se a planície está a 2,2m do nível do mar, o piso do sub-solo está a 0,7m. Hmmm deu pra entender o porque das suas inundações nas ressacas, já nas maré alta o piso fica no nível do mar. Mas a natureza nem sabe da coisa inventada.


Diz um velho ditado "Olhos que não vêem, coração que não sente".
Observar e pensar é o que uma velhinha pode fazer por longo tempo. Olhar a rua, ver carros e pessoas passarem, enfim ver o movimento que a cidade provoca. Aprende-se muito a entender como as leis feitas pelos homens afetam a vida das pessoas, a leitura de uma cidade é reflexo direto da administração pública. Com o agravante de que muitas vezes, mas muuuitas vezes, são decisões políticas sob a batuta do poder econômico financeiro que veio para explorar a terra e levar seus lucros. São os que resistem o passar dos anos do Estatuto da Cidade (lei federal 10.257/2001) que diz: A cidade e a propriedade devem cumprir sua função social, a cidade não é negócio próprio. A cidade é direito de todos.

Num governo democrático, aquele que traduz suas falas em ações, que cumpre o papel de administrar o que é de todos (não a fala de palanque ou discursos de abertura). O governos é eleito e promete em campanha administrar com os olhos voltados para as necessidades plurais de uma cidade. Quão distantes estão as palavras das ações?

Os técnicos e políticos sabedores das suas especialidades, não conhecem os sabores e dissabores dessa dinâmica complexa criada pela concentração de pessoas e de suas atividades diversas. Haveria de amenizar um pouco, se percorressem, se vivessem as diversas experiências que uma cidade produz. Seria muito bom, que os técnicos e os políticos saboreassem, praticando essas vivências nas adversidades. Observariam na prática o resultado de suas decisões, um belo aprendizado com certeza seria.

Vou me concentrar no assunto Mobilidade e porque não? Também Acessibilidade, se a mobilidade para as pessoas sem necessidades especiais estão inadequadas, ao necessitado será mais um agravante.



Na mesma rua, onde se observou na postagem anterior, as endentações nas calçadas permitidas pelo Plano Diretor? Em seu Código de Obras? (Lei 316/1998), Deve ser, pois calçadas com essas características encontram-se por todos os lados da cidade, que são inapropriadas ao cadeirante, ao deficiente visual, ao idoso, ao acidentado. Deve ser pelo motivo dessas leis serem à Lei Federal 10.098/2000 (Lei da Acessibilidade). Não deveriam então adaptar-se? Em tempo de chuva tornam-se acesso das águas, muitas vezes contaminadas pelo lançamento de no mínimo águas cinzentas (banho, cozinha,lavagem de roupas), atingindo o interior da moradia.Em tratando-se de Código de Obras, disse um técnico que além dos critérios, formulas adotadas na área externa da construção, também existem as internas, contemplam edifícios coletivos, comerciais e públicos.

Enfim, perguntei para uma pessoa do local se a água da chuva entrava em seu quintal. A resposta foi positiva e completou dizendo: quando chove os carros, ônibus, espirram água e muita lama, quando não chove muito pó. Enquanto conversávamos uma moça escorregou na calçada caindo direto naquela poça d´água, sabe Deus que contaminação carrega. Águas provenientes do refluxo das fossas sépticas da maioria das construções em Bertioga. Construíram bastante, venderam bastante, mas pouco se fez para resolver os problemas decorrentes desse desenvolvimento econômico. Parece aquela propaganda linda da Tv incitando, compre o melhor, o mais belo, o mais tudo, até precisar de assistência técnica.

As depressões na pista rolante são as bacias que acolhem as águas da chuva. Então? Como ocorrem essas depressões? Não sou especialista, mas tive a oportunidade de estar por lá quando passou um ônibus, o chão tremeu e reverberou sinalizando lençol d´água sob a rua. Muita areia, mas muita areia, muita água, um pouco de argila. O solo não se compacta, sofre depressão com o tráfego de veículos, principalmente o transporte coletivo.

A natureza não se vinga, ela só se adapta às novas situações provocadas pelo Homem. Se a água precisa passar, ela vai passar e pronto!. Se a água leva o solo consigo, continuará levando e pronto!.



É complexo construir na Mata Atlântica, o bioma de Bertioga é bastante sensível e tem resposta rápida quando interferem no seu cotidiano.