quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

2011 Bertioga e suas águas

Todo ano a mesma coisa, chove e alaga, contamina, dengue, diarréias. Produto da concentração de pessoas sem infra estrutura adequada. E pior, num local onde a natureza colocou enorme desafios para modelos construtivos americanizados. Agora o pessoal reclama, a prefeitura não dá conta do serviço, e olha só ouço o mesmo problema desde 2006, quando saí da poluição e do asfalto para aqui morar. Nas sessões da câmara, os vereadores com as famosas indicações de pedidos de limpeza e eta e tal, então é estranho, um evento que se repete todo ano ler nos jornais que o prefeito está esperando melhorar o tempo para fazer as devidas limpezas de emergência. Limpa, inunda, limpa, suja e assim vai. A pergunta é, quando irão de fato providenciar uma infra estrutura que suporte a demanda de longa data sufocada?

Praia Enseada Bouganville - O pequeno buraco no asfalto me chamou a atenção pelo seu formato peculiar, arredondado, como se fosse uma vista interna de um pequeno vulcão. Seu interior está vazio, a água levou o solo que dava apoio ao asfalto. Tem água correndo por debaixo do asfalto e não é só nesse ponto, já vim mais desses buraquinhos por aí.



Indaiá R. FAusto Guimarães Sampaio, tbm conhecida como rua dos macacos.
O pessoal insatisfeito com o serviço da prefeitura, tentam explicar que não adianta colocar entulho na erosão, o fator que a provoca está no terreno baldio do outro lado da rua onde jogaram entulho sobre a vala de drenagem, o que impede a passagem da água para a tubulação subterrânea, mas atentam ao detalhe que a tubulação está quebrada e que o pessoal só joga entulho para tapar.



Riviera, não tem mais praia
O vídeo é de um proprietário de imóvel em riviera
Já disseram os cientistas, o nível do mar está subindo, mas eles não ligam, continuam a construir e vender imóveis pé na areia. Agora pé na grama...


Vista Linda erosão profunda


R Brasilio Machado Neto
Turista indignada com a qualidade do serviço público prestado


R. Hugo Santos Silva
morador local reclama da falta de atendimento na prefeitura
Esquina da imobiliária do vereador Toninho Rodrigues


Av. Thomé de Souza x Manoel Gajo
vazamento águas pluvias pela tampa de inspeção


R. Oswaldo Cruz - Zona azul
Que serviço senhores, cobrar taxa de estacionamento em local alagado?


R. Oswaldo Cruz próximo à Av. Anchieta
tampos de inspeção vomitam em uníssono



Av. Anchietta x Av. Rafael Costábile
um cruzamento com semáforo de 238492384092384 tempos, toda essa atenção em prejuízo dos pedestres e atenção zero aos necessitados de atenção especial, note que a rampa se dirige para o canal.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

13jan11 - Indaiá e suas erosões

Plano Diretor e seus resultados
Hoje retornei à rua onde encontrei uma erosão no dia 10 de janeiro. Impressionante como aquela rua é sensível à chuva. Quando entrei na rua um grupo de pessoas sentadas num banquinho improvisado bem ao lado de um buracão, aquilo me chamou a atenção e fui conversar com o pessoal. Eles estavam agitados, todos queriam falar, lamentavam o estado de abandono das ruas.

veja o vídeo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

05jan11 Logradouros Públicos - Chuvas

Plano Diretor e seus resultados.
Dezembro! Estamos em temporada, chuvas de verão em área de restinga com lençol freático de superfície numa área plana com cerca de 2,20m de altura em relação ao nível médio do mar.

Mas como partícula que somos, circulando pela superfície, a vista engana, até parece uma região segura, o costão com seus 800 metros que contorna o horizonte é lindo, sua base de rocha pura provoca milhares de veios d´água seguindo para a jovem Bertioga, não sentir a massa infinita do Oceano, nem a proximmidade que a ela estamos, dá essa sensação.

A imagem abaixo mostra o Costão da Serra do Mar, Bertioa e o Oceano Atlântico, oxalá um tsunami de 3,00 metros nunca atinja Bertioga, não haverá para onde escapar. Ressacas existem e quando acontecem adentram os subsolos dos prédios construídos na orla. Não seria caso de rever os sub-solos, no Plano Diretor?. Deixa pensar: O sub-solo uma caixa de concreto enterrada que impede o fluxo natural do lençol freático está a pelo menos a 1,5m do nível da calçada. Então se a planície está a 2,2m do nível do mar, o piso do sub-solo está a 0,7m. Hmmm deu pra entender o porque das suas inundações nas ressacas, já nas maré alta o piso fica no nível do mar. Mas a natureza nem sabe da coisa inventada.


Diz um velho ditado "Olhos que não vêem, coração que não sente".
Observar e pensar é o que uma velhinha pode fazer por longo tempo. Olhar a rua, ver carros e pessoas passarem, enfim ver o movimento que a cidade provoca. Aprende-se muito a entender como as leis feitas pelos homens afetam a vida das pessoas, a leitura de uma cidade é reflexo direto da administração pública. Com o agravante de que muitas vezes, mas muuuitas vezes, são decisões políticas sob a batuta do poder econômico financeiro que veio para explorar a terra e levar seus lucros. São os que resistem o passar dos anos do Estatuto da Cidade (lei federal 10.257/2001) que diz: A cidade e a propriedade devem cumprir sua função social, a cidade não é negócio próprio. A cidade é direito de todos.

Num governo democrático, aquele que traduz suas falas em ações, que cumpre o papel de administrar o que é de todos (não a fala de palanque ou discursos de abertura). O governos é eleito e promete em campanha administrar com os olhos voltados para as necessidades plurais de uma cidade. Quão distantes estão as palavras das ações?

Os técnicos e políticos sabedores das suas especialidades, não conhecem os sabores e dissabores dessa dinâmica complexa criada pela concentração de pessoas e de suas atividades diversas. Haveria de amenizar um pouco, se percorressem, se vivessem as diversas experiências que uma cidade produz. Seria muito bom, que os técnicos e os políticos saboreassem, praticando essas vivências nas adversidades. Observariam na prática o resultado de suas decisões, um belo aprendizado com certeza seria.

Vou me concentrar no assunto Mobilidade e porque não? Também Acessibilidade, se a mobilidade para as pessoas sem necessidades especiais estão inadequadas, ao necessitado será mais um agravante.



Na mesma rua, onde se observou na postagem anterior, as endentações nas calçadas permitidas pelo Plano Diretor? Em seu Código de Obras? (Lei 316/1998), Deve ser, pois calçadas com essas características encontram-se por todos os lados da cidade, que são inapropriadas ao cadeirante, ao deficiente visual, ao idoso, ao acidentado. Deve ser pelo motivo dessas leis serem à Lei Federal 10.098/2000 (Lei da Acessibilidade). Não deveriam então adaptar-se? Em tempo de chuva tornam-se acesso das águas, muitas vezes contaminadas pelo lançamento de no mínimo águas cinzentas (banho, cozinha,lavagem de roupas), atingindo o interior da moradia.Em tratando-se de Código de Obras, disse um técnico que além dos critérios, formulas adotadas na área externa da construção, também existem as internas, contemplam edifícios coletivos, comerciais e públicos.

Enfim, perguntei para uma pessoa do local se a água da chuva entrava em seu quintal. A resposta foi positiva e completou dizendo: quando chove os carros, ônibus, espirram água e muita lama, quando não chove muito pó. Enquanto conversávamos uma moça escorregou na calçada caindo direto naquela poça d´água, sabe Deus que contaminação carrega. Águas provenientes do refluxo das fossas sépticas da maioria das construções em Bertioga. Construíram bastante, venderam bastante, mas pouco se fez para resolver os problemas decorrentes desse desenvolvimento econômico. Parece aquela propaganda linda da Tv incitando, compre o melhor, o mais belo, o mais tudo, até precisar de assistência técnica.

As depressões na pista rolante são as bacias que acolhem as águas da chuva. Então? Como ocorrem essas depressões? Não sou especialista, mas tive a oportunidade de estar por lá quando passou um ônibus, o chão tremeu e reverberou sinalizando lençol d´água sob a rua. Muita areia, mas muita areia, muita água, um pouco de argila. O solo não se compacta, sofre depressão com o tráfego de veículos, principalmente o transporte coletivo.

A natureza não se vinga, ela só se adapta às novas situações provocadas pelo Homem. Se a água precisa passar, ela vai passar e pronto!. Se a água leva o solo consigo, continuará levando e pronto!.



É complexo construir na Mata Atlântica, o bioma de Bertioga é bastante sensível e tem resposta rápida quando interferem no seu cotidiano.